Polícias Civil e Militar do Pará reforçam medidas de proteção às vítimas de violência doméstica

198

A data de 7 de Agosto (nesta sexta-feira) é momento de celebração no Brasil pelo 14º aniversário da Lei Maria da Penha, dispositivo jurídico fundamental para o combate à violência doméstica, que atinge principalmente mulheres. Entre os principais benefícios da Lei está a garantia de direitos de proteção para as vítimas. No Pará, ações da Polícia Civil e da Polícia Militar auxiliam no atendimento e no socorro às mulheres agredidas.O Pará avança com a criação do SOS Maria da Penha, que oferece maior rapidez para denúncias e pedidos de ajudaFoto: Ricardo Amanajas / Ag.Para

A Polícia Civil conta com 17 Delegacias Especializadas no Atendimento à Mulher (Deam) em todas as 12 regiões de Integração do Estado. “Nós estamos comemorando os 14 anos da Lei 11.340, conhecida como Lei Maria da Penha, muito importante no combate à violência doméstica e familiar contra a mulher. Todas as vítimas podem, e devem, procurar uma Delegacia da Mulher mais próxima de sua casa para denunciar seu agressor e solicitar as medidas protetivas, que são de vital importância para garantir a segurança da vítima enquanto a polícia investiga o crime e a Justiça julga o agressor. As denúncias podem ser feitas também pelos números 180 e 181, as quais serão encaminhadas para a polícia, que entrará em contato com a vítima para investigar o fato”, explicou a delegada Janice Aguiar, diretora da Deam em Belém.

Primeiro passo – O registro de ocorrência é o primeiro passo para que a violência – seja física, psicológica, moral, sexual ou patrimonial – se torne formal e passível de punição. É possível também fazer o relato de violência doméstica e familiar contra a mulher na Delegacia Virtual, pelo endereço eletrônico https://www.delegaciavirtual.pa.gov.br/?do=mulher.showO aplicativo informa a localização de mulheres já cadastradas pela JustiçaFoto: Ricardo Amanajas / Ag.Para

Enquanto o processo aguarda julgamento, a lei permite dois tipos de medidas protetivas: as que impedem determinados comportamento do agressor (suspensão do porte de armas, afastamento do lar e da ofendida, e prestação de alimentos provisionais, por exemplo) e as direcionadas à proteção da mulher e seus filhos (como encaminhamento ao programa oficial de proteção; recondução ou afastamento do lar sem prejuízo dos direitos relativos a bens, guarda dos filhos e alimentos; suspensão de procurações conferidas ao agressor, bem como proibição de contratos de compra, venda e locação de propriedade em comum).

Após a oficialização e o processo tramitando em juízo, a Polícia Militar pode verificar o cumprimento das medidas. A Companhia Independente de Policiamento Assistencial (Ciepas) é responsável pela Patrulha Maria da Penha, que acompanha mulheres que movem processo judicial. “A Patrulha Maria da Penha é formada por policiais aqui da Ciepas que, mediante uma lista enviada pelo Tribunal de Justiça do Pará, atende às mulheres. Consiste em fazer visitas a elas para verificar se a medida protetiva está sendo resguardada e respeitada pelo agressor, seja companheiro, marido etc. O policial vai até as mulheres cadastradas, faz a visita, faz uma entrevista, confecciona um relatório e envia ao Tribunal, que verifica a permanência ou não delas no projeto”, informou o major Maurício Santana.

A ferramenta permite cadastrar três pessoas de contato da vítima para facilitar a apuraçãoFoto: Ricardo Amanajas / Ag.ParaPatrulha e SOS – Para auxiliar o trabalho da Patrulha, o Centro de Informática e Telecomunicações da Polícia Militar do Pará (Citel) desenvolveu um aplicativo de celular acessível às mulheres cadastradas pela Justiça e aos membros da Patrulha, o SOS Maria da Penha, lançado em março deste ano. “Ele veio após um protótipo criado para os policiais militares e foi adequado para atender às mulheres vítimas de violência doméstica que já possuem medidas protetivas em vigor. A segurança é uma das preocupações. Elas são cadastradas a partir da Justiça, os dados delas entram no sistema e, após o uso, com um clique o aplicativo já dispara a localização, para acionar os policiais da Patrulha. Isso impede o uso indevido e permite que os agentes verifiquem o cumprimento das medidas protetivas”, explicou o cabo Nilson, um dos desenvolvedores da ferramenta.

Cabo PM Nilson, um dos desenvolvedores do SOS Maria da PenhaFoto: Ricardo Amanajas / Ag.ParaEntre os diferenciais do aplicativo estão informações úteis, como os telefones do Disque Denúncia (190 e 181) e das Delegacias da Mulher. Além disso, as usuárias podem acessar a Lei Maria da Penha e suas alterações pelo celular, além da possibilidade de cadastrar três pessoas de contato para facilitar ainda mais a apuração do caso. O Citel já planeja atualizações do sistema desenvolvido em Ionic, mas que deve passar para React Native, que deve melhorar o desempenho e a rapidez do serviço.

Deixe uma resposta

Seu endereço de email não será publicado.