Região Norte se une para fomentar o Etnoturismo na Amazônia em 2022

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Representantes dos estados do Pará, Acre, Amazonas, Amapá, Tocantins, Roraima e Rondônia estiveram reunidos nesta quinta-feira (5) para o pré-lançamento do ciclo promocional da RAI – Rotas Amazônicas integradas de 2022 e anúncio do segmento para este ano. A reunião também faz parte da programação da Feira Internacional de Turismo da Amazônia (FITA 2022), realizada pelo Governo do Estado do Pará, através da Secretaria Estado de Turismo (SETUR) de hoje até o próximo domingo (8).

O segmento do turismo a ser explorado este ano pela RAI é o etno turismo, a proposta é oferecer o turismo de experiência com povos indígenas, comidas típicas, cultura e tradição popular. Cada estado participante da RAI desenvolve as rotas de turismo, os destinos propostos e as ações de comercialização de acordo com o segmento ordenado para o ano, no caso em 2022, o etno turismo. No Pará as rotas vão ser desenvolvidas na capital Belém e nas cidades de Altamira e Vitória Do Xingu. 

Foto: DivulgaçãoA organização dos sete estados do Norte através da RAI foi firmada em 2021 com o objetivo de unificar os estados e direcionar as ações turísticas a cada ano. O estado do Acre será o dirigente da RAI em 2022 e durante a reunião apresentou o plano de ação e os estudos desenvolvidos para o segmento deste ano.

“Preparamos oito rotas no Acre para explorar o etno turismo. Este ano, vamos mostrar o que temos de melhor, nossas experiências e a cultura. Quem for ao Acre vai se surpreender ao ver o que preparamos através da RAI para este ano, é algo grandioso”, enfatiza o Secretário de Empreendedorismo e Turismo do Acre, Jhon Douglas.

Durante a reunião da RAI foram apresentados os materiais e as ações que os estados estão preparando para promover o segmento deste ano. Também foi discutido como cada estado vai explorar o etnoturismo. 

O secretário de Turismo do Pará, André Dias, falou da necessidade de os estados compartilharem suas experiências e desafios. “Precisamos ir além do Turismo, devemos procurar órgãos competentes como a Funai por exemplo, discutir políticas públicas, ir além da comercialização do Turismo e cumprir com a nossa responsabilidade social. O etno turismo é a cara da Amazônia, o turista estrangeiro procura por isso principalmente na nossa região, o contato com a comunidade local. Devemos nos fortalecer porque temos grande potencial para esse segmento”, afirma André Dias.

Segundo ano da união entre os estados

Em 2021, o segmento explorado foi o Turismo de Pesca esportiva, orientado pelo estado de Roraima. O diretor de Turismo de Roraima, Bruno de Brito, coordenador da RAI, avaliou o primeiro ano como experimental e pontuou que mesmo com apoio restrito conseguiu explorar o segmento.

“Nós buscamos apoio, porém a atenção que esperávamos não veio, mas nós temos uma equipe técnica engajada, pessoas que querem fazer o turismo na nossa região e assim conseguimos alcançar nosso objetivo. Este ano, a expectativa é grande, estamos nos empenhando ainda mais neste novo segmento. Temos que nos unir e mostrar que somos sete estados do Norte, que temos força para expandir o nosso turismo”, reforça Bruno.

Durante a reunião, foram levantadas as possibilidades de exploração do segmento em cada região e os embates sociais e normativos principalmente em comunidades indígenas. “É importante que nós possamos ver como cada estado promove suas ações, conhecer as dificuldades e compartilhar experiências. Este ano vamos além, com capacitação e outros encontros no decorrer do ano. Precisamos acompanhar como cada um está trabahando”, finalizou André Dias.Por Governo do Pará (SECOM)

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