Ação da PF que investiga compra de respiradores no Pará ocorre no Rio Grande do Sul

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A Polícia Federal deflagrou na manhã desta terça-feira a operação Matinta Perera no Rio Grande do Sul. Trata-se da segunda fase da operação Para Bellum que investiga em tese a compra fraudulenta de respiradores pulmonares no Pará. Sete mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos por cerca de 25 agentes em Porto Alegre e em Xangri-Lá. As ordens judiciais, expedidas pelo ministro do Superior Tribunal de Justiça Francisco Falcão, têm como alvo os endereços ligados ao secretário de Saúde do Pará, Alberto Beltrame. Na Capital, o local da ação é em um prédio residencial na rua Duque de Caxias, na esquina com a rua Marechal Floriano Peixoto, na área central da cidade.

A operação Para Bellum investiga a fraude na compra dos respiradores para o enfrentamento do coronavírus com suposto envolvimento do governador Helder Barbalho (MDB), que teve seus bens bloqueados. Ao justificar sua decisão sobre o bloqueio, o ministro do STJ Francisco Falcão afirmou que Barbalho direcionou ilegalmente a compra de respiradores para serem usados na rede hospitalar estadual. Esta segunda fase tem por objetivo colher mais elementos sobre a participação de um dos investigados dentro dos fatos sob apuração, além de verificar se há compatibilidade entre seu patrimônio e rendimentos.

No dia 10 deste mês, a Polícia Federal desencadeou a primeira fase da operação Para Bellum no Pará, Rio de Janeiro, Minas Gerais, São Paulo, Santa Catarina, Espírito Santo e Distrito Federal. Na ação, pessoas físicas e jurídicas suspeitas de terem participação nas fraudes foram os alvos, incluindo servidores públicos estaduais e sócios da empresa investigada. As buscas na ocasião foram realizadas nas residências dos investigados, em empresas e, também, no Palácio dos Despachos (sede do Governo do Pará), e nas Secretarias de Estado de Saúde, Fazenda e Casa Civil do Estado do Pará. Os agentes fizeram buscas até na casa do governador do Pará, Helder Barbalho (MDB). Além dele, outras 14 pessoas, entre servidores públicos estaduais e sócios da empresa investigada, estão na mira da Polícia Federal. Os crimes sob investigação são de fraude à licitação; falsidade documental e ideológica; corrupção ativa e passiva; prevaricação; e lavagem de dinheiro.

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